quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Resenha: O Inferno de Gabriel


Gostaria de começar essa resenha dizendo que não se trata de um livro erótico, como muitos pensam. É um livro de romance. Uma mistura de crepúsculo e cinquenta tons? NUNCA! Ganhei esse livro em um amigo secreto, e com ele perdi a paz. Desejava imensamente cada pagina desse livro, começou então, uma briga interna. Ao mesmo tempo que queria “comer suas paginas”, queria também que elas durassem, que se multiplicassem, pois esse é o tipo do livro que causa a ressaca literária. VIROU UM DOS MEUS TESOUROS! Esse livro tem uma narrativa envolvente e muito estruturada, nada passa despercebido e você não consegue imaginar o que vira depois, os diálogos são inteligentes e os personagens são profundos e nada previsíveis. Na verdade, você não entende porque gosta tanto dele, já que parece ser clichê, mas é diferente, so lendo para entender tal sentimento. O livro conta a historia de Gabriel , (professor especialista em Dante, rico, bonito, egoísta e problemático) e Julianne (inteligente, ingênua, vida sofrida, pobre, apaixonada por Gabriel).A autora nos presenteia com esse romance inteligente, divertido e envolvente. A leitura flui fácil e de maneira bem positiva. Julianne e Emerson vão passar por vários conflitos ate que se rendem a paixão, mas como todo bom romance, terão muito problemas para enfrentar, e esses os piores, estão no passado de ambos.
Esse livro, eu diria, é a ponta de um iceberg. Gosto de livro que me inspira, que me faz repensar algumas coisas na vida, algumas atitudes, e devo dizer que esse se encaixa bem nesse perfil. Assim como vários livros são citados como Romeu e Julieta dos dias de hoje, a trilogia O Inferno de Gabriel é a história de Dante e Beatriz da Divina Comédia contextualizada nos nossos dias, pode-se dizer assim. A história faz inúmeras referências ao clássico de Dante Alighieri. “- A ira é um dos pecados capitais – comentou ela e desviou o olhar para a janela, tentando aliviar a chama que ardia em seu corpo. Ele riu com amargura. – Incrivelmente, tenho todos os sete. Não se dê ao trabalho de contar. Vaidade, inveja, ira, preguiça, avareza, gula, luxúria.” (p.56)
Não tenho pontos negativos para ressaltar, acredito que tudo ocorreu na hora certa, do jeito certo. A autora é fantástica e a todo momento ela mostra que sabe o que está fazendo.  
“A princípio, não a reconheceu. Sua beleza era de tirar o fôlego. Seus movimentos, graciosos e confiantes. Porém havia algo em seu rosto e em suas formas que lhe lembrou a jovem pela qual se apaixonara tempos atrás. Cada um deles havia seguido seu caminho, mas o poeta sempre lamentaria a perda de seu anjo, de sua muda, de sua amada Beatriz. Sem ela, sua vida era solitária e insignificante. Agora, lá estava a sua bem-aventurança.”

É um livro e tanto, vale muita a pena ser lido por vocês. Esse é o primeiro dessa incrivel trilogia. O próximo, O julgamento de Gabriel, é tão bom quanto.... Dou nota 10!

Alê Caldas

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