quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Resenha: Hoje eu sou Alice



Olá amores! Não sei se já comentei aqui, mas um pouco antes de iniciar com esse blog eu e mais duas amigas criamos outro e postamos poucas resenhas, por motivos de estudo e outras tarefas acabamos desistindo. Esses dias estive lembrando das resenhas que estavam por lá e pedi a Sarah pra trazer uma das resenhas de autoria dela pra esse espaço novo, ela deixou! Então agora vocês vão ler a resenha de uma livro impressionante, mas que honestamente nunca terei coragem de ler. Beijo, Raíssa Carvalho!



“Ao longo de toda a minha infância, sofri abuso sexual, físico e emocional, e não contei a ninguém. Este livro descreve como na infância desenvolvi “mecanismos” para lidar com o abuso e como agora, adulta, tenho lutado para levar uma vida normal em meio a períodos de psicose, crises nervosas, vício em drogas e automutilação. Não me desculparei pela linguagem chocante em alguns trechos e pelas verdades indigestas que precisam ser contadas.
O abuso infantil é algo inimaginável para os que não foram vítimas dele, ao passo que  é o inferno para os que sofrem diariamente com o sentimento da vergonha e à noite são tomados pelo medo de que a porta seja aberta e que o homem – quase sempre é um homem – entre em seu quarto. “Na maioria das vezes, o abuso se dá em casa e geralmente envolve parentes próximos – pais, irmãos etc.”
Página 13



Nem sei por onde começar, o livro mostra um experiência de vida que você espera que ninguém tenha que passar por, e é por isso que esse livro se mostra tão forte, angustiante, chocante e por fim revelador.
Em primeiro lugar uma salva de palmas pra escritora do livro que passou por todas as experiências descritas, conseguiu sobreviver e além disso expor sua vida para o mundo, abrindo os olhos de outras pessoas para a gravidade da situação e suas conseqüências.
Como vocês já devem ter percebido é um livro de um tema forte e polêmico, que nos leva a mundo que muitas vezes fechamos os olhos para não ver quanta gente ao nosso redor passa ou passou pelo abuso infantil.
O livro é escrito em primeira pessoa, já quem escreveu é a dona da historia, ela  descrevende a vida dela que para os outros aparentava ser um vida modelo, pois de fachada a sua família era realmente um modelo, morava em um bairro bom, e seu pai ( o abusador) se achava superior a todos os vizinhos( gente, ele é tão monstro que não se satisfaz em somente abusar dela e deixava amigos dele abusarem dela também). Como diria o ditado, as aparências enganam, e nesse caso, é a mais pura verdade, já que Alice é abusada desde a infância ( aproximadamente 6 meses), até a adolescência ela é abusada sexualmente pelo pai no meio da noite. Como é de se imaginar, uma criança que cresce em um lar desestruturado( onde ela é abusada não só fisicamente mas também emocionalmente) desenvolva problemas, psicológicos.
No começo da adolescência surgem os primeiros sintomas, ela começa ouvindo muitas vozes, que ela acredita serem reais, porem estão somente dentro da cabeça,ou seja ninguem mais ouve, outro sintoma é que muitas vezes ela  se sente como outra pessoa, tem brancos e não recorda de certas coisas que aconteceram. Entre as vozes que ela ouve a que é destacada durante todo o texto é a voz do “professor”( como ela mesma se denomina) que passa toda a vida  mandando ela se matar, dizendo a ela que ela não serve pra nada, e que seria melhor se ela morresse.
Ainda na adolescência ela começa a fazer tratamento com a psicóloga indicada pela escola, sem que seus pais soubessem pois, por conta do seu vicio em bebida alcoólica( um modo de escape da realidade)ela acaba adormecendo nas aulas, sendo que antes ela era aluna exemplar, já que quando ela estudava ela se sentia livre das vozes, esse tratamento não dura muito tempo pois ela ainda não estava pronta para contar o que sofria, ou mesmo como ela diz não sabia se era verdade e tinha medo que não acreditassem nela.
Ainda na adolescência a mãe dela se separa e ela vai morar com a mãe e o padrasto, cessando aí os abusos do pai. Pouco tempo depois ela vai pra universidade, e tem dificuldade no relacionamento com outras pessoas. Consegue umas amigas mas sempre sem conseguir ser totalmente ela mesma. Ela se forma com êxito e vai fazer mestrado, doutorado e chega até a começar Phd.

          Durante toda a sua vida vai aparecendo as personalidades, descreverei algumas delas :
A bebê Alice, que se encolhe na cama como um feto e chora junto com os ursinhos de pelúcias que a Alice tem.
Um garotinho chamado Billy de 5 anos, que é um verdadeiro moleque, brincalhão,que adora montar lego, e comer um doce( que agora não me lembro o nome) mas ao mesmo tempo odeia homens adultos, tem medo deles.
Samuel, que tem 6 anos e só faz chorar, chorando tudo aquilo que ela não lembra.
JJ um menino de 10 anos que é mais equilibrado e cabeça, ajudando muitas vezes a ela sair de uma crise.
Kato, um adolescente problemático, violento, cheio de hormônios e que é induzido a fazer muitas coisas, como a automutilação por Shirley, um adolescente que tem problemas com bebida, adora café( que Alice não gosta). São essas as mais citadas no livro, mas ela diz que tem nove personalidades alternativas, ou até mais.

Com o problema de bebida de Shirley e automutilação de Kato, e muitas idas e vindas do hospital, ela acaba sendo erroneamente diagnosticada como esquizofrênica. Só com o passar do tempo é que descobrem o transtorno de personalidade múltipla( TPM/TDI), pois essa é uma doença de dificil diagnostico.
Bom gente, o livro vai nessa linha, não vou falar mais nada porque já falei até mais do que devia, e não quero atrapalhar a leitura envolvente de vocês. É um livro muito bom,assustadoramente profundo, mas que nos faz ver a vida com outros olhos.  Desculpa os erros e a escrita nada profissional, mas é só a primeira postagem, com o passar do tempo irei aperfeiçoar. Boa leitura pra aqueles que irão le-lô e pra aqueles que estão lendo outros livros tambem.

p.s: Deixa seu comentário, tendo você lido o livro e expressando a sua opinião, ou você que quer ler e tem alguma duvida ou simplesmente porque quer ler.  ;*

                                                                                    Sarynha Falcão

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